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Blog Etcéteras
Letras, mel e dinheiro PDF Imprimir E-mail
Escrito por Silvio Lourenço   
Qua, 03 de Abril de 2013 23:47

p002 abelhasNas aulas de elementos de linguística, do curso de letras da USP, em 2004, a Prof. Norma Discini vez ou outra citava um adágio em língua inglesa que diz "no bee, no honey, no work, no money", uma evidente justificativa da ideologia em que se inserem os workaholics, palavra cuja etimologia claramente se refere a pessoas viciadas em trabalho. Mas por que cito esse provérbio, que aparentemente não se enquadra no mundo dos estudantes de letras, tidos como bichos-grilos, preguiçosos e notadamente de esquerda radical, ainda que sejam poucos os psolistas de carteirinha? Porque, indiferentemente a qualquer ideologia, é possível a estudantes de letras ganhar dinheiro razoável por meio de trabalho relacionado à área. Apesar de defender a valorização da docência, reconheço que o Brasil caminha muito lentamente nesse rumo.

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Língua e política PDF Imprimir E-mail
Escrito por Silvio Lourenço   
Qua, 03 de Abril de 2013 00:00

Lingua e politicaReduzir a língua a um só aspecto é uma tentação antiga, mas ainda hoje muito praticada. Por isso ainda é muito comum ouvir que esta ou aquela pessoa não conhece a língua ou o idioma, palavras essas que não têm o mesmo significado, mas são muito confundidas.

A língua é um instrumento político. Ferdinand de Saussure, o pai da linguística moderna, afirmara que "a cada instante, ela [a língua] é uma instituição atual e um produto do passado".1 Quando falamos, nossas ideias se convertem em uma cadeia de sons compreendida por meio de um código social. Esse ato de fala ou escrita, em si, é atual, pois representa um momento destacado do tempo e espaço, e uma atualização de muitas coisas já acontecidas e submetidas ao crivo da mente.

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